29 de janeiro de 2013

Cambodja - Parte 3

Segundo dia no Cambodja...

Acordar cedinho para seguir viagem para Siem Reap. Ao acordar foi atingida pela típica doença que assola os turistas, mais conhecida como intoxicação alimentar. Felizmente a coisa ficou mais ou menos controlada e deu para seguir viagem comendo apenas arroz e pão e bebendo aguinha com sal e açucar nos dois dias que se seguiram. 

A meio da viagem uma paragem para nos deliciarmos entre os típicos gafanhotos, passarinhos e aranhas fritas. A intoxicação alimentar foi desculpa para não provar estas iguarias, mas segundo os aventureiros que experimentaram, as aranhas não se recomendam pois sabem mal.


Chegados a Siem Reap e depois de uma breve pausa para repouso e almoco foi tempo de visitar o lago Tonle Sape, um combinado de lago e rio de extrema importância para o país. Características peculiares deste lago: o seu fluxo muda de direçcao duas vezes por ano e o seu caudal varia dramaticamente consoante a estação do ano. Dimensão do lago 2,700 km².

Por muito improvável que pareça considero a visita a este lago como a experiência mais assustadora das minhas ferias. Habitado por inúmeras casas flutuantes incluindo comércios e policia, quando paramos para ir a uma das lojas no meio do lago, fomos rodeados por pequenas embarcações com mulheres carregando crianças ao colo gemendo e gritando por dinheiro, e por crianças que pareceram emergir de dentro de agua envergando cobras ao pescoço e pedindo dinheiro. Para uma pobre turista ocidental não fiquei muito contente com uma dúzia de cobrinhas vivas a olharem para mim com ar de refeição. 
Foi também possivel ver crocodilos, mas estes felizmente estavam "presos" e não parecerem muito preocupados com a nossa presença. 

Esquecendo as cobras, o lago proporcionou-nos um pôr-do-sol bastante prazenteiro.

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Uma curiosidade acerca desta viagem, o "motorista" do nosso barco, "conduziu" o tempo todo com um capacete na cabeça. Talvez seja uma das regras de segurança marítima da zona. 


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O jantar foi num restaurante tipo Buffet gigante, aqui tive sorte, pude comer dois tipos de arroz diferente. A refeição foi acompanhada de danças típicas.





Depois de jantar foi tempo para parar no mercado nocturno, que era ENORME !!!!!! Para os Lacobrigenses terem uma ideia, devia ser 20 vezes maior que o mercado que se faz ao sábado ao pé do estádio municipal. Podia-se comprar de tudo neste mercado bem como regatear todos os preços. Ate eu que não tenho qualidades nenhumas de "regateamento" safei-me à vontadinha. Boas vendedoras devo dizer, sempre de sorriso na cara e a dizer como nos éramos belas, com a pele clara e que todos os vestidos nos ficavam maravilhosamente bem. Uma delas juntamente com votos de felicidade desejou-me muitos homens para a minha vida vá-se lá entender porquê. 


Depois de horas a percorrer aquele mercadão foi decisão unânime acabar a noite com uma massagem aos pés por 2 USD.  Fiquei com a impressão que naquele sitio (e nos outros todos!) faziam mais do que simples massagens aos pés, mas esses pensamentos vou guardar para mim. 


14 de janeiro de 2013

Cambodja - Parte 2

A viagem propriamente dita ....

O primeiro dia de viagem teve como destino a capital do país, Phnom Penh. Passadas cerca de 3h estavamos a atravessar a fronteira para o Reino do Cambodja e, 3h depois chegamos a Phnom Pen. Esta pequena grande viagem de autocarro foi no mínimo interessante, desde a pequenos almoços de comida duvidosa (sopa de noodles com carne de vaca) em sítios onde me recusei a olhar para onde lavavam a loiça e com WC's que me fizeram sentir num campo de guerra. Sabem, daquelas WC's estilo francês, so com um buraco no chão e o sitio para colocar os pezinhos ao lado ?? Pois isso mesmo, o autoclismo era um balde de agua ao lado que tinha um baldinho lá dentro para tirarmos agua e jogarmos na "sanita". Alguns deste baldes devido à elevada higiene continham um género de alga de alguidar!!



Mas pronto, casas de banho a parte o Hotel era bastante agradável bem como os restaurantes onde tivemos as nossas refeições. Na capital visitamos um pequeno templo budista e o palácio real, que infelizmente não estava aberto ao publico devido ao luto pela morte do Rei. De um lado a imponência do palácio real, do outro a pobreza de um povo que tenta reerguer-se.

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Templo



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Palácio Real

Para terminar o dia em grande, nada como uma bebida no casino lá do sitio, bem chique devo dizer. Uma curiosidade, só os estrangeiros podem entrar nos casinos do Cambodja, os habitantes do pais estão proibidos. Muitos dos casinos estão localizados na perto da fronteira de modo a facilitar a entrada dos vietnamitas nos casinos do Cambodja.




Jantar 


Cambodja - Parte 1

A visita ao Cambodja foi um misto de sentimentos, por um lado uma sensação de grandiosidade devido a imponente beleza de Angkor Wat por outro um misto de dor e impotência faces a pobreza. 


Cambodja carrega em si uma história de guerra, dor, tormentos, genocídios e lutas pelo poder bastantes singulares e horrendas. Nao nos e possível ter uma pequena ideia do que aquela gente passou e sofreu no passado ainda recente, e tive essa sensação assim que atravessei a fronteira e olhei para as pessoas. Nos rostos espelhava-se uma tristeza  e magoas silenciosas de quem carrega em si memórias horrendas. Alguns rostos limitavam-se a isso, simples rostos sem feições de vida ou expressividade incutidas. Não irei relatar a trágica historia deste povo que foi mencionado pela primeira vez em documentos europeus no ano de 1511 pelos portugueses. De notar que a presença dos missionários portugueses e espanhóis foi referida pelo guia aquando da nossa viagem, no entanto, penso que não terá sido muito eficaz já que a maior parte da população e seguidora de hinduísmo ou budismo. 


Quero no entanto, realçar um dos períodos sangrentos deste povo, que me sensibilizou pessoalmente. Em 1975, sob liderança de Pol Pot o nome oficial do país passou a ser Democracia de Kampuchea. O novo regime aspirava a reconstruir o país a semelhanca do seculo 11, um pais agrícola. A medicina oriental foi então ignorada, templos, bibliotecas e tudo o que fosse considerado oriental foi sumariamente destruído. Pessoas instruídas ou com algum nível de educação foram também "destruídas". Estima-se que entre este assassínio em massa, fome, excesso de trabalho e doenças, cerca de 1 a 3 milhões de pessoas perderam a vida,  um terço da população. Desta era sangrenta surgiu o termo Killing Fields (Campos assasinos). 



9 de janeiro de 2013

Singapura

Chegada a Singapura para pernoitar e apanhar o aviao no dia seguinte para Ho Chi Min City (Sai gon). 

Para escolher o restaurante para jantar confesso que fomos um pouco preguicosas e ficamos ao lado do nosso hotel. O quarto era acolhedor apenas com quartos pouco espacosos o que dificultou um pouco por causa da bagagem. 

Adiante, para o jantar escolhemos BBQ, parece ser coisa tipica por aquelas bandas, porque todos os restaurantes que os meus olhos conseguiram avistar eram semelhantes, a mesa com um buraco no meio para colocar o frelhador e o pote no meio com o caldo a escolha. Este para cozer a comida e a volta para grelhar. 

Seguiu-se um agradavel passeio pela cidade com um calor de morrer, mesmo as 10h da noite, mas la sobrevivemos. Fiquei maravilhada com o Bay Hotel e jurei a mim mesma que um dia hei-de ficar la hospedade e aproveitar aquela maravilhosa vista. Para quem nao sabe este e um dos hoteis mais famosos de Singapura, arrisco-me a dizer que a parte dos Leoes, este hotel e o simbolo da cidade. E gigante, e no topo tem a piscina com uma vista panoramica para a cidade. Uma das torres e um centro comercial.



E para as fas de Louis Vuitton olhem a classe da lojinha ....

E um centro comercial tematico, reconhecem os canais Venezianos ?? As gondolas e que ja nao estavam a funcionar.



No dia a seguir o pequeno almoco.. Adptando o ditado, em Roma se Romano, aqui fica o pequeno almoco de noodles!


7 de janeiro de 2013

Férias

E eis que chegou o tao desejado momento. Pois e meus caros, e com grande jubilo que vos comunico que eu e  por conseguinte este blog, estaremos de ferias nas próximas duas semanas. O destino escolhido foi Vietname e Cambodja. Quando voltar conto as novidades. 

O itinerario sera qualquer coisa como isto.



Um beijinho a todos...

Pato de Borracha

A proposito do Sydney Festival eis que deu à costa em Darling Harbour um pato de borracha mega-gigante!!! Acho que a minha afilhada ia gostar de ter um destes na banheira. Pelos vistos é um pato importante criado por um artista holandês se nao me engano. A guarda-lo estavam cerca de 2 seguranças que quando um maluco as meia noite se lembrou de saltar para dentro de agua para tocar no pato depressa lhe trataram da saúde. Nao fosse o aglomerado de gente em redor e as câmaras a filmar o sucedido e acho que o pobre desgraçado tinha ido preso por ter-se atrevido a tocar no bendito pato.



De seguida uma bebida no Hard Rock Café.


Presentes do Brasil

Mais uns presentinhos vindos directamente do Brasil, uma canga, um par de alpargatas e um sabonete cheirosinho.

5 de janeiro de 2013

Iguarias de Natal


Este ano foi assim, sem bimby mas foi o que se arranjou! 
Aqui fica um video dos fogos .... 

Passagem de ano

Já lá vão uns dias e certo, mas parece que em épocas festivas os dias sao apenas compostos por metade das horas e tudo voa. 

Este ano a passagem de ano foi obviamente passada em Sydney para ver os já tao famosos fogos de artificio. Foi-nos dito que era difícil arranjar um lugar com boa visibilidade portanto la nos fizemos a estrada e as 9:30h do dia 31Dez la estávamos nos na fila para entrar nos jardins botanicos de onde era possível ver bem os fogos-de-artificio.


Passado cerca de uma hora sentadinhas na fila para entrar, porque os jardins abriram cerca das 10.30h lá nos dirigimos a entrada por si dita. Depois de nos deitarem fora os mini-foguetes (parecidos aqueles que se põem nos bolos de aniversario), de nos cheirarem as garrafas de água e deitarem para o lixo o chá com limão que a minha amiga levava pois não conseguiam distinguir o cheiro, diziam eles, e não fosse ter por lá alguma gota de álcool (o que era proibido) entramos nos jardins propriamente ditos. Cerca das 15h as portas foram fechadas pois os jardins só tinham capacidade para 6000 pessoas, portanto evitaram-se desta forma aglomerados gigantes de pessoas. 

O nosso lugar tinha uma boa vista confesso, apenas um pequeno senao: Esteve em baixo de sol fervente ate as 15h. Lá aguentamos com a nossa aguinha e uns quantos Calippos a mistura da barraquinha dos gelados e finalmente as 15h chegou a sombra e conseguimos dormir uma sesta. 



Com a sombra vieram tambem alguns parasitas que nos deram que fazer. Um grupo de adultos com os seus rebentos que esteve confortavelmente sentado a sombra desde manhã, quando a sombra chegou ao nosso lugar resolveram todos vir sentar-se exactamente à nossa frente, no sítio onde tinhamos estado a torrar ao sol a manhã toda para guardar o nosso lugar. De repente, passamos a ter uma fila de 7 cabecas indianas a nossa frente que nos deixavam pouco espaço de manobra e nos tapavam parte da vista, sem falar nos nervos que nos causaram. Depois de lhes ser pedido gentilmente se podiam voltar para o pouso deles, uma vez que era injusto estarem a roubar o nosso, o chefe do clã respondeu-nos com um ar de indiferença maquiavélica: "A relva é pública, posso sentar-me onde quiser!". Ahhhh, resposta errada. Passo seguinte fazer queixinhas ao seguranca do evento, iria haver guerra. O segurança disse que podia tentar falar com eles mas se eles não quisessem sair dali nao havia nada a fazer. A nossa sorte foi que o chefe do clã sacou da sua estupidez com o segurança, e este ja enervado, disse-lhe: "Saia já daqui!". Pronto, 1-0 para nós. Mais tarde foram as vizinhas do lado, portuguesas por sinal que estavam de passagem pela Austrália, que tiveram de expulsar 3 olhinhos em bico que so faltou sentaram-se no colo delas. Enfim, estas pessoas claramente nao aprenderam como se comportar em público ou respeitar o próximo.


Adiante .... 

Depois de expulsas as pessoas indesejadas, de apanhar um mini bronze, comer 2 callipos e o nosso almoço estilo pic nic foi então o momento dos fogos das 21h. Foram apenas os fogos dos sítios laterais à ponte e duraram cerca de 10m. 

Seguiram-se mais três horas de espera e eis que batem as 12 badaladas. Então começou o espectáculo. 
Penso que palavras nao conseguem descrever os 12m que se seguiram, nunca tinha visto nada assim. De repente, o porto de Sydney transformou-se num momento mágico cheio de luz e cor.